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Artigo - A Marcha dos Preconceitos
Sempre admiráveis as manifestações populares em favor de direitos civis, contrárias a preconceitos de qualquer natureza e reivindicatórias de garantias individuais ou coletivas justas. São ainda mais admiráveis quando se dão em clima de festa, sem violência ou atos de vandalismo. Como cidadão e como cristão, posso – e tenho tal prerrogativa – até discordar dos posicionamentos assumidos em marchas, paradas, manifestações ou atos; mas tenho o dever em reconhecer-lhes o direito de livre expressão de opinião.
Agora, o que me causa grande repulsa e inconformismo é observar o tratamento totalmente desproporcional
dado pela mídia a certos eventos. Refiro-me especificamente às duas grandes manifestações ocorridas recentemente: a
Marcha para Jesus e a Parada Gay. Vamos aos números: 1) Na Marcha para Jesus, houve a presença de pelo menos
3 milhões de pessoas, nos números oficiais fornecidos pela Polícia Militar de São Paulo; já os seus organizadores
contabilizaram 4 milhões de fiéis. 2) Na Parada Gay, houve a presença de 3,5 milhões, de acordo com os números dos
próprios organizadores, sedentos por um registro-recorde no Guinness Book; estranhamente, a PM paulista não divulgou
seus números oficiais sobre o evento, mas normalmente se nota uma diferença 30% (para menos) em relação aos
números oficiais e extra-oficias. Diante disso, surgem minhas inquietações.
Por que a Parada do Orgulho Gay recebe uma cobertura infinitamente maior do que a Marcha para Jesus,
se é menos representativa, em termos de público, do que esta? Seriam as suas causas mais nobres? Ou será pelo seu
exotismo, o qual até hoje não se sabe se mais ajuda ou atrapalha na consolidação dos direitos civis aos homossexuais?
Ou será ainda pelos interesses econômicos e publicitários, em virtude do alto poder aquisitivo de uma parcela dos gays
e/ou simpatizantes? Por que a Parada Gay conta com patrocínios e apoios estatais, inclusive com a liberação da
Avenida Paulista, e a Marcha pra Jesus não?
Não, o erro não está na cobertura dada à Parada Gay. É, sim, um evento de relevância nacional e
internacional, independentemente de minhas opiniões e crenças pessoais. O erro perverso está é no pouco e injusto
destaque que se dá à Marcha pra Jesus. E quais seriam os motivos para o silenciar da mídia diante de tão retumbante
Marcha? Posso enumerar alguns a seguir.
Primeiro: o pressão dissimulada exercida pela Igreja Católica Apostólica Romana nos bastidores da
imprensa. Acreditem, nosso estado laico e nossa sociedade ainda sofrem a magistral força-peso da Igreja Católica.
Magistral pois sempre consegue se esconder, no presente, sob o manto da santidade e da ética, o qual por fim acaba
sendo sistematicamente retirado, rasgado e exposto pelo tempo. Vale acrescentar, ainda, que qualquer evento
promovido pela Igreja Católica possui maior cobertura da mídia do qualquer evento evangélico. Observe-se que o Papa
Bento XVI não reuniu 3 milhões de pessoas num único evento. É lógico que, totalizando o público em todas as suas
aparições, tivemos milhões de pessoas. É lógico que a população católica no Brasil é maior que a evangélica.
Entretanto, não precisa ser um gênio iluminado para perceber tamanha desproporção nas coberturas jornalísticas.
Segundo: os evangélicos não são unificados, não possuem uma espécie de Papa, alguém que fale em nome
de todas as correntes e denominações. Logo, a Marcha em São Paulo é “propriedade” de uns espertinhos – o casal
Hernandez, confessadamente criminoso –, que se colocam astuta e dissimuladamente como os representantes de todos
os evangélicos. Resultado? O movimento reúne milhões de evangélicos, de todas as tendências, em marcha, mas no
fundo é uma marcha parada, que não sai do lugar, pois não apresenta propostas, reivindicações que falem em nome da
coletividade. Talvez até haja, aqui, uma inversão de nomes; o melhor seria uma Parada pra Jesus e uma Marcha Gay,
porque esta, sim, propõe-se a andar e a mudar o rumo do preconceito sexual, ao passo que aquela mais promove seus
organizadores do que Jesus Cristo e os Seus ensinamentos.
Terceiro: muitos evangélicos se vêem diante de um sério dilema, em participar ou não da Marcha pra Jesus.
Quem participa no fundo é utilizado como mercadoria preciosa de alguns pastores-políticos corruptos, que querem
mostrar aos caciques políticos mais poderosos o “rebanho” eleitoral que dizem possuir e conduzir. Quem não participa
não endossa esta imoralidade, mas também se culpa por não engrossar as fileiras daqueles que proclamam a salvação
em Jesus Cristo e crêem num mundo melhor com o poder de Deus para transformar vidas, independentemente das
safadezas de certos líderes. Logo, tais indecisões fazem com que os evangélicos até marchem, mas não geram
posicionamentos ideologicamente mais demarcados. E os líderes sérios também acabam se calando, deixando o
parlatório para os oportunistas e mal intencionados.
Quarto e grande motivo: preconceito religioso. Sim, meus caros, talvez este seja o maior preconceito da
atualidade, justamente maior pelo número de pessoas que atinge e pela total indiferença-silêncio por parte da mídia, das
ONG’s, dos intelectuais e das próprias vítimas. Evangélico, no senso comum, é visto como ignorante, sem senso crítico
e moralista. Pastor é sinônimo de trambiqueiro, oportunista, manipulador e charlatão. Sim, há exemplos que se
enquadram plenamente no senso comum, mas não são, nem de perto, o espelho da maioria dos evangélicos brasileiros.
Qualquer pesquisa mais séria retrata que os evangélicos possuem um nível educacional superior ao da população em
geral do Brasil. A imensa maioria dos pastores e ministros evangélicos do país vive com menos de 2 salários mínimos
mensais e não conta com qualquer benefício previdenciário ou de qualquer outra natureza. Há brilhantes profissionais
evangélicos, de renome nacional e internacional, em todas as áreas do conhecimento (médicos, advogados,
procuradores, engenheiros, professores, músicos, intelectuais, diretores, presidentes,...). As igrejas evangélicas têm a
maior obra de ação social efetiva no país, pois praticamente qualquer igrejinha se ocupa em trabalhar com as
populações mais carentes. Se todo o trabalho social promovido pelas igrejas evangélicas fosse unificado, todos veriam o
quanto este rebanho ajuda muito mais os efetivamente excluídos do país do que qualquer programa inventado por cada
governo ou de qualquer ONG. E se todo esse trabalho fosse interrompido imediatamente, a situação já tão caótica de
nosso país praticamente atingiria a insolvência total, para desespero de todos: governo e oposição; cristãos e ateus;
homos e heteros; brancos e negros. Qualquer líder efetivamente comunitário neste Brasil é capaz de comprovar a
veracidade de tal afirmação.
Praticamente todos os evangélicos convivem com constrangimentos diários, que vão de piadinhas,
segregações e comentários depreciativos generalizantes, a perseguições e a retaliações mesmo. E não há nenhuma voz
que se insurja contra tal preconceito, tal discriminação. Os próprios evangélicos não se defendem pelos seguintes
motivos: 1º) Muitos se conformam com tal situação, pois é uma forma de participar dos sofrimentos de Jesus Cristo, que
também foi humilhado e ofendido; 2º) O evangélico teme ganhar a discussão e perder espiritualmente o seu agressor, o
qual sempre é uma vida potencial a ser ganha para Jesus; 3º) Muitos se acham imunes a tais crimes (sim, este é o
termo) dos quais são vítimas, pois crêem em si próprios e em Deus que os capacita para vencer qualquer obstáculo; 4º)
Por pura resignação, ao perceber que no Brasil a impunidade é regra e não exceção. Vale também citar que muitos
evangélicos nem se identificam como tais, por justamente temerem as represálias; são os “agentes secretos”, que
procuram propagar o evangelho de Jesus Cristo por ações e não por palavras.
Acredito que a Parada do Orgulho Gay tem muito a contribuir com a causa dos evangélicos, por mais herege
que soe, a muitos, a minha afirmação. A bandeira multicolorida, carregada sobre a multidão contra o preconceito sexual,
deve chamar a atenção de toda a sociedade contra qualquer tipo de preconceito existente. Não vamos combater apenas
os perversos preconceitos tão em voga, o sexual e o racial. Vamos combater todos os preconceitos, inclusive o religioso.
Sei que os padrões efetivamente bíblicos são contrários ao homossexualismo. Mas a opção ou não por ele é uma
decisão pessoal, assegurada pela própria bíblia, que prescreve a todos o direito ao livre arbítrio. Tenho o direito de não
concordar com a opção pelo homossexualismo, assim como tenho o direito de não concordar com as crenças de um
evangélico. Agora, de modo nenhum, posso discriminar, segregar ou retaliar a ambos. E tenho a obrigação de brigar
pelos justos direitos civis de qualquer cidadão.
Quantos no Brasil se mostram indignados em relação às atitudes tão anti-democráticas de Hugo Chávez,
como a de cancelar a concessão da RCTV. Não dar a justa cobertura das manifestações populares, entretanto, é
também uma forma de autoritarismo. Que se interrompa, portanto, a marcha dos preconceitos de qualquer natureza,
para que se avance na construção de uma sociedade mais justa e menos sectária. Quem ganha é a coletividade.
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Artigo - Sobre a Demoníaca Arte de Manipular
manipular v. (...) 3 influenciar (indivíduo, coletividade), conseguindo que se comporte de uma dada maneira, para servir a interesses outros que não os seus próprios 4 provocar alteração em; tornar falso; adulterar, falsear (...)
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, pág. 1838. Alguns ditados oriundos de uma suposta sabedoria popular expressam grandes besteiras. Por que digo isso? Provavelmente, você já deve ter escutado – espero que não tenha falado... – que o Dicionário é o “Pai dos Burros”. Não, não mesmo: o dicionário é o pai das pessoas inteligentes e sensatas. Por que digo isso? Porque ao conhecermos o significado da palavra “manipular”, destacado como epígrafe a este texto, podemos compreender uma série de fatos que ocorrem no meio cristão. Ao lermos o texto bíblico, percebemos que uma das armas preferidas do capeta é a manipulação, o que se nota de Gênesis ao Apocalipse. Não quero me alongar muito nos exemplos; cito, então, apenas alguns: a conversa da serpente com Eva em Gênesis (tudo sugerido); a conversa de Satanás com Jesus Cristo nos evangelhos (um jogo de descontextualizações do texto bíblico); a atuação de Lúcifer nos últimos dias (homens como títeres conduzidos pelas patas do maligno). A Bíblia também nos mostra a ação de ex-mestres e falsos mestres, ex-homens e ex-mulheres de Deus que tentaram manipular as pessoas e/ou as verdades divinas, o que sempre soou a Deus como abominável feitiçaria (uma expressão quase pleonástica). Infelizmente, meus caros, a parceria diabo – ser humano na manipulação de pessoas se mostra muito presente nos dias de hoje. Os auditórios cristãos se mostram muito disponíveis à manipulação, e poucos se dão conta disso. Por quê? Por vários motivos, entre os quais, dois muito contundentes, que passo a explicá-los. Credulidade excessiva: a crendice que se vende como fé De modo geral, as pessoas que conhecem o poder transformador do evangelho chegam às igrejas com muita alegria, pois se sentem libertas de uma infinidade de problemas. Quase que inconscientemente, vêem a instituição eclesiástica como local perfeito, os irmãos, como modelos de conduta e de santidade e os líderes, como autoridade suprema. Num primeiro momento, eventuais problemas, incoerências ou esquisitices são irrelevantes, pois tudo parece compensar, em virtude da nova vida em Cristo. Assim, o habitat cristão se mostra propício apenas a coisas sublimes e avesso às imundices deste mundo. Entretanto, com o passar do tempo, os olhos começam a se abrir e, então, começam-se a perceber os problemas da igreja e tudo que a envolve. Surge o aperto no coração, surge a indignação. O que fazer? Procurar o pastor, o líder de célula ou o membro-modelo para conversar a respeito. Até aí, tudo bem. Mas o problema começa, de fato, neste ponto: como essas inquietações serão trabalhadas pela liderança da comunidade? O caminho correto e bíblico é enfrentar os problemas, reconhecê-los e buscar resolvê-los, mesmo porque nem sempre se trata de graves problemas. Infelizmente, porém, os encaminhamentos adotados acabam sendo outros. Eis alguns: a) O líder dá uma “carteirada” no neófito, dizendo-lhe coisas do gênero “ai daquele que se levanta contra o ungido do Senhor”, “quem é você pra falar de um ministério tão ungido e de tanto sucesso?”; b) “Se não quiser mais participar, paciência, pois Deus levantará outros para o seu lugar”; c) Tenta-se negar o que é inegável, usando as mais estapafúrdias explicações, muitas vezes, fazendo uso da bíblia de uma forma totalmente equivocada (coitado do texto bíblico...); d) Utiliza-se da politicagem mais calhorda possível, ao tentar negociar-se o que é inegociável e ao relativizar-se tudo, inclusive o pecado. Assim, muitos acabam se afastando do meio cristão. Uns, partem para outras igrejas – representam parte do grande rebanho de “beduínos da fé”, rumando de igreja em igreja. Outros, infelizmente, afastam-se do meio cristão e, pior, do Deus tão poderoso, de tão desiludidos que ficam. E as nossas estatísticas evangélicas não conseguem mensurar este número de ex-cristãos desiludidos. E outros acabam permanecendo dentro da “visão” da Igreja, mais por crendice do que por fé ou convicções. Têm suas vidas ditadas por esses déspotas que se dizem cristãos, manipuladores-feiticeiros que merecem o fogo do inferno. Não conseguem dar um passo sequer sem ouvir o que o guru (líder de celular, pastor, apóstolo ou outro nome qualquer) tem a lhes dizer. Ah, mas tinha começado tão bem... Conheci muitas histórias da fundação de ministérios e igrejas. A grande maioria teve um início absolutamente sensacional e genuinamente cristão. Entretanto, muitos sucumbiram ao longo do tempo. A pureza se foi com o passar do ano e com as concessões ao maligno. Sei de tantas histórias de fracasso e acredito que você, leitor, também conheça as suas. Não vou relatá-las. Relatarei a engrenagem da deturpação, com algumas cenas apenas. Cena 1: a igreja começa a crescer, surge o desafio de um novo templo. Que gostoso participar de um processo de expansão, quando este é guiado por Deus. Agora, quando são apenas as mãos humanas que o tocam, que tristeza. A igreja se mobiliza para a compra do terreno, depois para a construção do templo e, ao final, Deus virou apenas um elemento dispensável. O templo se tornou mais importante do que o próprio Deus. Criação abafou o criador. O púlpito vira local de manipulação despudorada, com apelos tão diretos e tão repetitivos que simplesmente se incorpora o rótulo “esta igreja só fala de dinheiro”. Cena 2: a igreja consegue comprar o terreno e construir o templo, num processo absolutamente limpo diante de Deus. Glória Deus, aleluia... Entretanto, os líderes gostam tanto da vocação expansionista que, pronto, a igreja parte para novos projetos. Nunca parar, sempre crescer, não se acomodar. Pronto, o dinheiro passa a ser a mola propulsora de tudo. O ministério se torna mais importante do que o Deus criador. As dívidas sempre se tornam em “alvos de fé”, mas no fundo ilustram a irresponsabilidade daqueles que passam a comprar primeiro e pagar depois. E novamente os líderes se colocam como feiticeiros-manipuladores, extorquindo o povo de Deus falsamente em Seu nome. Os apelos financeiros se tornam constantes e se utiliza de todos os argumentos possíveis: espirituais (“É uma vergonha para o nome de Deus não conseguirmos saldar esta parcela!”), emocionais (depoimentos chorosos e impactantes são requisitados) e racionais (planilhas e estudos mirabolantes para ilustrar o projeto expansionista). Cena 3: o pastor que sempre prega usando sua experiência pessoal. Uma bênção, quando se vêem os princípios bíblicos efetivamente vivenciados na vida do líder. Agora, como facilmente este quadro se transforma em objeto de obtenção de vantagens imorais. Exemplos? 1. Pastor que relata dificuldades financeiras em púlpito está, no fundo, pedindo oferta para si – esta é a verdade em quase todos os casos, meus caros. 2. Pastor que se diz abençoado e que ganha muitos presentes está, no fundo, pedindo mais presentes para si. 3. Pastor que pede ofertas prometendo bênçãos divinas está, muitas vezes (repito, muitas vezes), praticando escambo espiritual. Lógico que Deus abençoa aqueles que são generosos e fiéis; todavia, condicionar bênçãos a ofertas materiais é feitiçaria pura, quase como oferecer um frango em macumba. Ofertar a Deus é fazê-lo incondicionalmente, apenas por uma questão de obediência. Bem, isso já seria assunto para outro artigo. Os exemplos dados por mim apresentam exceções, lógico (como em quase tudo nesta vida), mas o que se vê normalmente por aí é pura manipulação mesmo. E então? Minha conclusão chega a ser ridiculamente óbvia: que ninguém se deixe manipular por aqueles que se colocam na condição de representantes de Deus na face da Terra. Que o texto bíblico nos abra os olhos para o que Deus quer de nós: um coração com uma pureza de criança, mas sem infantilidade, própria dos débeis; uma sabedoria sem arrogância; uma prudência sem preconceito; um espírito de compreensão, mas sem condescendência; um amor responsável, que possua a dimensão da sinceridade e ação de correção e exortação quando necessário for. |
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Artigo - Avante, Cristãos: Para Trás
Desde o ano passado, algumas leituras que fiz têm-me deixado inquieto em relação aos rumos da igreja evangélica no Brasil. O destaque vai para os seguintes textos: o Novo Testamento (leitura que fiz ao longo do ano com os músicos de minha igreja), o livro Outra espiritualidade (Ed René, editora Mundo Cristão) e a canção É proibido pensar (João Alexandre, no CD de mesmo nome). Com estas lentes divinas, comecei a escarafunchar a nossa realidade, e o quadro é muito infeliz. Por quê?
Em várias partes do Novo Testamento, percebe-se a posição radicalmente – mas bota radicalmente nisso – contrária, de Jesus e seus seguidores, contra os falsos mestres, religiosos e canalhas da fé. “Lobos”, “ não os conheço”, “raça de víboras”, “enganadores”, “sejam malditos” são algumas expressões utilizadas. O destino desses picaretas? Inferno. Agora, tanto Jesus quanto seus apóstolos possuíam uma postura extremamente diferente em relação ao povo enganado: paciência, amor, compreensão e disposição a um ensino firme, mas terno; respostas inequívocas às heresias difundidas, porém sempre com zelo em relação ao rebanho ludibriado.
Ao trazer esta realidade bíblica para os dias de hoje, quais são as implicações? Várias, mas abordarei apenas algumas neste texto. Antes de listá-las, porém, quero de antemão desarmar a óbvia restrição que muitos fazem quando tratamos de temas polêmicos: “oh, não julgueis para que não sejais julgados.” Que bonito... De fato, este texto tão importante, mas tão mal utilizado como uma espécie de cala-boca, está na Bíblia sim, lá em Mateus 7 (pra não me alongar em suas outras ocorrências semelhantes). Só que no mesmo capítulo, a partir do versículo 15, temos a exortação de Jesus para que tomemos cuidado com os falsos mestres. Julgar, meus caros, é tarefa de um juiz ou de um júri popular, e todo julgamento chega a um veredicto: culpado ou inocente. Quem tenta defender canalhas da fé com este versículo-bordão-sem-contexto é que está fazendo um julgamento; só que, em vez de condenar, absolve levianamente, sem analisar defesa ou acusação. Não posso julgar, mas posso analisar, questionar, esmiuçar e expor muitas coisas que não são vistas – e por que não são vistas? Bem, escolha as opções no cardápio a seguir: falta de senso crítico, preguiça mental, conveniências que brotam do binômio diabólico hipocrisia – religiosidade. Inversão do padrão bíblico: é pau no povo e rosa para os canalhas da fé É impressionante como o povo enganado é criticado e como não se dedica a menor compaixão a ele. “Bando de fanáticos”, “esse pessoal merece ser enganado mesmo”, “eta, que só querem saber das bênçãos de Deus” e por aí vai. Ah, meu leitor, venço a hipocrisia e digo-lhe que eu também já disse coisas assim e volta e meia sinto vontade de repeti-las carnalmente diante de várias situações. Entretanto, não é isto que ensinou nosso senhor Jesus Cristo. E se os ensinos de Cristo não bastam, o que seria um absurdo, pense no seguinte: sempre antes de criticar este rebanho tão crédulo, lembre-se de algumas verdades incômodas: nosso sistema de saúde pública é um caos; ainda carecemos de um projeto decente de reforma agrária; nossas cidades incham em vez de crescerem; apenas 2 em cada 10 lares têm esgoto e água tratada; temos um população de 15 milhões de analfabetos e de 50 milhões (número otimista) de semi-analfabetos, para não me alongar muito mais nessas “estatrísticas” sociais brasileiras. Sim, temos um povo muito sofrido. Agora, que condescendência para os canalhas da fé... Deputados que se dizem evangélicos são reeleitos e demonstram um impressionante cinismo diante das clamorosas evidências de falcatruas cometidas por eles. Alguns pastores e alguns auto-proclamados bispos, apóstolos cometem crimes – crimes mesmo! – e tudo continua absolutamente igual. Ah, como é duro agüentar frases do tipo: “em vez de falar mal dele, ore por ele”; “coitada da família do fulano”; “não é tudo isso que estão dizendo”; “é armação do diabo contra a vida dele”; “é a igreja de Cristo sofrendo perseguição.” E o que dizer da cumplicidade cafajeste que se disfarça de corporativismo, ética, coleguismo? O que muitas vez é dito como “ah, não quero falar mal de fulano por razões éticas” soa, na verdade, meus caros, como uma caracterização do crime de formação de quadrilha, de estelionato espiritual e de falta de vergonha na cara mesmo. A fórmula do sucesso Pastor ungido é pastor bem vestido, que abre um monte de igreja e que tem programa na televisão. Infelizmente, este é o senso comum evangélico. Não importa que, pela TV, não se veja a vida desses televangelistas, pois, se parecem cristãos, são cristãos; se parecem raivosos no pregar, “ah, é a unção que Deus deu pra ele”; se não evidenciam o amor de Deus, “ah, mas você só vê defeito!”; se ostentam um luxuoso padrão de vida, “ah, nosso Deus é próspero!” Infelizmente, a fórmula dos programas é quase sempre a mesma: um âncora, uma igreja, uma mensagem focada em benefícios aos ouvintes e apelos financeiros. Nós, telespectadores, somos insistentemente convidados, “desafiados” a consumir e a pagar. É por isso que sempre há a faixa horizontal, lembrando os programas de televendas, tipo Polishop. Em vez de consumidores, somos chamados assim: sócio, coluna, colaborador, abençoado. Em muitos programas, os coadjuvantes deixam claro o nepotismo flagrante: esposas, filhos, genros, sogros e outros parentes também aparecem na telinha, mostrando como a igreja, em vez de transformar o Brasil, traz para dentro de si própria as falhas morais e éticas do país, como clientelismo, nepotismo, coronelismo e tantos outros ismos lamentáveis. Não precisa ser muito observador para perceber como os ministérios e os ministros são mais importantes do que a mensagem cristã veiculada. Deus se torna o pretexto, apenas o garoto-propaganda da igreja, da visão, do “homem de Deus”. E os cristãos-telespectadores, por mais que às vezes se sintam incomodados com algo, aliviam-se com a seguinte avaliação: “pelo menos, o nome de Deus está sendo pregado e a obra está crescendo”. Pois é, meus caros: prevalece a lógica maquiavélica de que o fim justifica os meios. Sucesso ministerial virou sucesso comercial; igreja boa é igreja grande; cantor, grupo ou ministérios musicais bons são aqueles que vendem muito e tocam na rádio. Infelizmente, a lógica do mercado esmagou os referenciais éticos genuinamente cristãos. Homens da fé, como Estevão, Oséas, Paulo, Barnabé, Jeremias seriam considerados hoje em dia, por estes arautos da prosperidade mais capitalista que cristã, como uns “idiotas, que sofreram porque quiseram, que se colocaram como cauda e não cabeça”. Fechando este texto – embora haja muito mais... Temos de abrir os olhos mesmo e perceber que, no Brasil, está surgindo um novo Cristianismo, um pouco parecido com o Cristianismo bíblico, mas uma verdadeira fraude, enganando a muitos. Chega de defender pilantras com a desculpa “ah, é o nome de Deus que está em jogo”. Deus não tem pacto com pilantragem, muito menos precisa desse tipo de defesa tão cretina e imoral. Ministérios precisam dessas defesas odiosas, pois o que está em jogo na maioria das vezes, infelizmente, é o interesse econômico e, não, o nome de Deus. Chega de absolver criminosos com a alegação “Ah, como ficará a imagem da igreja evangélica no Brasil?” Garanto que a imagem da igreja evangélica só se desgasta de fato quando ela se torna conivente com práticas ilegais e quando não se mostra indignada efetivamente diante dos cambalachos feitos por aqueles que se colocam como a voz de Deus na Terra, apóstolos da prosperidade que eliminaram a perspectiva de humildade tão preconizada pela Bíblia. Se a igreja no Brasil quiser crescer de fato e dentro dos padrões autenticamente bíblicos, terá de retroceder aos ensinamentos genuinamente cristãos. Só haverá avanço efetivo se sempre estivermos recuando em direção às fontes de nossa fé. Precisamos urgentemente rever qual é nossa visão a respeito de um sucesso efetivamente bíblico, que não combina necessariamente com a lógica mercadológica tão apregoada pelos gurus da auto-ajuda e das palestras motivacionais. |
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Artigo - O Material testifica o Espiritual
Começo este artigo falando de coisas óbvias e maravilhosas: nosso Deus é grande e nos proporciona experiências preciosas diante da Sua presença. Aliás, todo cristão genuíno deve almejar a presença de Deus em sua vida cotidiana; todo deve almejar experiências transformadoras, que lhe dêem uma história de relacionamento pessoal com o Deus altíssimo mas tão próximo.
Tais experiências, entretanto, devem ser seguidas de atitudes, que comprovem a transformação promovida pelo Espírito Santo. Ora, se não há transformações perceptíveis no mundo físico, temos de considerar duas situações principais:
1ª– Os sinais “miraculosos” – quedas, gargalhadas, choros, desmaios, palavras proféticas, danças, louvores espontâneos e outros – são postos em xeque, por você e pelas pessoas que estão ao seu redor (cristãos e não-cristãos). 2ª– Surgem as seguintes dúvidas e inquietações, tão nocivas à fé: * Obra milagrosa de Deus ou engano medonho comandado pelo Diabo? * Obra milagrosa de Deus ou mero sentimentalismo, mera empolgação? * Obra milagrosa de Deus ou manipulação promovida por pregadores oportunistas? * O que fiz de errado para que Deus não cumprisse o que me prometeu? * Será que sou tão desobediente que, além de não receber o prometido, cairei em maldição? Ora, se o material não testifica o espiritual, é sinal de que alguma coisa está errada em toda a situação; é sinal de que alguém está errado nesta situação; e este “alguém” não é Deus. E qual a base bíblica para comprovar o que afirmo? Vamos ver cinco entre muitos exemplos proporcionados pelo texto bíblico. 1. Moisés – a intimidade plena com Deus: Este talvez seja o caso mais fácil de falar, pois Moisés era tão íntimo de Deus a ponto de nem haver tanto sentido na divisão entre espiritual e material. Deus falava com ele e ele tinha de agir. Todas as experiências “espirituais” de Moisés foram acompanhadas de atitudes no plano material. Exemplos? Tantos: a sarça ardente, as pragas no Egito, a abertura do Mar Vermelho, os 10 Mandamentos, o alimento que caía do céu, ... E quando Moisés não teve um comportamento condizente com o revelado no espiritual, veio o castigo implacável: proibido de entrar na Terra Prometida, depois de tanto fazer por aquele povo duro. Se você quiser conferir na bíblia esse episódio tão doloroso a Moisés, leia Números 20: 1 – 21. 2. Daniel: na cova dos leões, mas na presença de Deus: Este é o maior exemplo de intercessor no texto bíblico, um guerreiro de oração, um guerrilheiro da batalha espiritual, de acordo com os jargões evangélicos tão em moda em nossos dias. Deus lhe dava visões acerca do mundo espiritual e discernimento de sonhos, além de colocá-lo numa posição de prestígio. Entretanto, Daniel não se contaminava com os manjares do rei e demonstrava aparência sadia ( vide Daniel 1: 8 – 16). Daniel orava, Daniel sofria e Daniel estava disposto a pagar alto preço por sua fidelidade. E aqui vale dizer algo que parece extremamente óbvio mas que, na prática, é ignorado: se ele conseguiu o livramento milagroso na cova dos leões, é porque antes disso ele entrou na cova dos leões, sabendo da fidelidade de seu Deus, mas não sabendo se sairia com vida de lá de dentro. Deus não deixaria de ser fiel caso Daniel fosse devorado. Continuaria a ser Deus, e Daniel seria um mártir da fé, até hoje admirado. Daniel tinha contato imenso, sim, com o mundo espiritual. Mas esse contato se refletia em sua vida material: em suas posturas, em sua sabedoria, no seu trato com os outros e como estadista. 3. Jonas: o profeta que emerge do vômito: Deus passou a seguinte missão – nada agradável – ao profeta Jonas: ir à cidade de Nínive e clamar contra ela (vide Jonas 1:2). O profeta não gostou da missão – é muito melhor distribuir palavras proféticas favoráveis a um público receptivo, não? – e tentou fugir de Deus, pegando um navio com destino oposto ao estabelecido por Ele. O mar se agitou, o navio ficou à deriva, Jonas foi lançado ao mar e logo engolido por uma baleia. Final trágico para o profeta fujão? Não. Deus ouve suas orações e age de modo miraculoso, fazendo com que o peixe guloso vomitasse, isso mesmo, vomitasse Jonas. Glória Deus, aleluia, tudo maravilhoso, mas... Mas eis que vem a voz do Senhor: “Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e anuncie ao povo de lá a mensagem que eu vou dar a você” (Jonas 3:2). E Jonas, dessa vez, obedeceu e agiu no plano material. 4. Jesus e os discípulos no monte da transfiguração – Pô, Jesus, pra que descer se tá tão bom aqui? Mateus 17: 4 Jesus sobe a um alto monte com seus discípulos mais próximos (Pedro, Tiago e João) e lá se transfigura maravilhosamente diante deles. Para tornar o evento ainda mais espetacular, eis que aparecem Moisés e Elias, e os discípulos têm o privilégio de antegozar o que seria a grandeza da segunda vinda de Cristo. Era a glória. Nenhum outro lugar no mundo físico se comparava àquele monte encantado. Pedro, um sujeito bastante impulsivo, agiu da mesma forma que muitos de nós agiríamos numa situação como esta: pensou logo em ficar um tempão por ali, esbaldando-se diante do poder de Deus. Mas não era esse o propósito de Deus. Eles tinham de descer e continuar a obra proposta por Deus. O momento espiritual deveria inspirar as ações dos discípulos no plano material. O momento espiritual não era apenas para um deleite, uma fuga da realidade, um alucinógeno qualquer. Parando para refletir um pouco, quantos retiros, ministrações, jornadas de adoração, encontros e tantas outras atividades não geram apenas isso nos cristãos, um mero momento de evasão da realidade? Precisamos descer dos montes da contemplação a ministérios e celebridades da fé para refletirmos a transfiguração de Cristo através das nossas vidas. 5. (S)Paulo: quando a conversão não muda apenas o nome Um dos perseguidores mais implacáveis dos cristãos chamava-se Saulo, um homem com a mão e a consciência sujas de sangue dos redimidos por Cristo. Até que um dia, ele literalmente caiu do cavalo, viu uma luz que o cegou e escutou a voz de Jesus, a quem perseguia. Houve, então, a sua conversão. Imediata? Não, pois logo após o contato com o espiritual, o sobrenatural, Saulo tomou atitudes bastante concretas: teve de ir, cego, até Damasco. Lá, escutou a mensagem divina que lhe reconstituiu a visão, conviveu com os discípulos, foi batizado e preparado para a obra. Daí, sim, partiu para a evangelização. E é muito fácil identificarmos no Novo Testamento um apóstolo Paulo de íntimo contato com o sobrenatural, mas de muitas atitudes no mundo material, testificando sua vivência e intimidade com Deus, quer na liberdade, quer na prisão, quer na fartura, quer na necessidade. Enfim, Paulo demonstrou um cristianismo autêntico, de palavras, ações e milagres. Logo, nossa fé e nossas experiências devem produzir ações, atitudes, construção. Do contrário, não faremos diferença nesse mundo tão carente de coisas genuínas. Para reflexão, leia mais dois textos: Porque assim como o corpo sem espírito é morto, a fé sem obras é morta. Tiago 2:26 O mundo se divide entre os que fazem e os que dizem que fazem. Quer sobressair? Esteja entre os do primeiro grupo, o de pessoas mais raras. Autor desconhecido |
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Artigo - Quando a Gratidão é uma Afronta
E ainda repercute o acidente provocado pelo ex-deputado Ribas Carli Filho. Seria muita pretensão de minha
parte tentar dizer algo original, que ainda não foi dito em relação ao caso. Entretanto, os desdobramentos desse
acidente nos possibilitam, sim, novas reflexões. E novas dores, pois o ex-deputado ainda continua a atropelar o bom
senso, a ética e as noções de civilidade.
O novo fato: outdoors em Guarapuava, agradecendo a Deus por lhe ter poupado a vida, para que ele
continue a sua “missão” aqui na Terra. O que dizer sobre isso? Será que o ex-deputado e agora assassino não percebeu
que ele não poderá fazer mais nada de relevante nesta vida, que seja capaz de apagar o que já fez?
O ex-deputado, que se via e se portava como se estivesse acima da lei, agora se julga um ser iluminado por
Deus, superior aos dois pobres infelizes que tiveram que morrer num acidente para que ele, Carli Filho, pudesse
começar a sua missão de luz aqui na Terra. Para Deus, na lógica que fica implícita no outdoor, tudo o mais é irrelevante:
as leis infringidas, as mortes trágicas, inclusive com corpos mutilados, o sofrimento sem fim dos familiares e amigos, a
interrupção de sonhos e projetos. Somos todos uns tolos figurantes na caminhada de fé e espiritualidade de Carli Filho, o
Iluminado que renasce em meio a corpos e leis estraçalhados.
Como defender o que é indefensável? Depoimentos de desconhecidos e conhecidos, reconstituição, provas
clínicas e circunstanciais e o histórico de transgressão às leis comprovam cabalmente a culpa de Carli Filho. Muitos
ficavam pensando: qual será a defesa que o cidadão irá utilizar? A resposta está aí, ilustres: apelo para o além. Deus vai
servir como estratégia para a defesa deste criminoso. E sabem o que é pior? Muitos imbecis cairão neste engodo. Que
grande político este Carli Filho! Que carreira grandiosa esse sujeito não poderia fazer ao lado de alguns semelhantes
seus lá em Brasília, decanos da safadeza.
Carli agora vende, com grande margem de lucro, a imagem de um sujeito grato a Deus e às pessoas. Seu
egocentrismo e insensibilidade, contudo, não lhe permitem imaginar quais são as orações feitas por muitos fiéis. E qual o
conteúdo destas orações? Difícil escarafunchar a espiritualidade de cada um, mas creio que muitas orações dirigidas a
Deus, neste caso, giram em torno do seguinte: “Deus, faça justiça nesse caso!”, “Deus, não permita a impunidade!”, “Oh
meu Deus, conforta o coração destas famílias!”, “Deus, por que pessoas como esse ex-deputado sempre têm que sair
lucrando na vida, mesmo fazendo o que é errado aos Seus olhos e aos olhos da justiça?”, “Deus, que as autoridades
não acobertem esse criminoso!”, “Deus, por favor, mobilize a população e a imprensa para protestarem contra tudo isso
que está acontecendo.”
Infelizmente, em certas situações na vida, externar gratidão chega a ser uma afronta. A atitude de Ribas
Carli Filho, ao expor outdoors em Guarapuava, é absolutamente repulsiva. Como? Imagine, você, leitor destas linhas, se
o Lindemberg Fernandes Alves resolvesse fazer um outdoor dizendo as mesmas coisas – “Agradeço a Deus pela vida e
a todos que estão orando por mim” – justamente depois de ter assassinado a sua namorada, a Eloá Cristina, em outubro
de 2008; era capaz de o infeliz ser linchado na prisão. Seria exagerada a minha comparação? Pensando bem, creio que
sim, pois Lindemberg não fez o outdoor, matou “apenas” uma pessoa num crime passional e não era deputado.
Infelizmente, estes outdoors em Guarapuava só evidenciam os tristes momentos em que vivemos neste
país. Quem mata agradece pela vida, e a população assiste a tudo isso em plena apatia, ou com um leve mas estéril
incômodo. E pensar que houve uma agência de publicidade que topou produzir algo assim. E pensar que houve
funcionários que se dispuseram a colar esta blasfêmia. E pensar que muitos acharam tudo isso muito legal da parte do
ex-deputado.
Com o passar do tempo, esta demonstração de “gratidão” de Fernando Ribas Carli Filho se tornará uma
pérola da insensibilidade e da desfaçatez. Agora, se alguém puder mostrar a ele o desatino, sugiro um outro texto, para
um outro outdoor:
“Causei um mal irreparável. Vou pagar pelos crimes que cometi.”
Contrição é melhor do que gratidão, ao menos diante de todo este episódio. |
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Artigo - Sobre as Coisas Tortas Desse Mundo
E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo. Carlos Drummond de Andrade, in Corpo (1984) No dia 17 de agosto de 2007, completaram-se vinte anos da morte de nosso maior poeta brasileiro de todos os tempos e um dos três maiores – ao lado de Camões e de Fernando Pessoa – da língua portuguesa: Carlos Drummond de Andrade. Que saudades de Drummond. Que curiosidade e dúvida em saber como é que ele transformaria em poesia ou crônica as suas inquietações diante dos absurdos monstruosos presentes em nossa contemporaneidade. Resisto à tentação de divagar sobre tantos aspectos geniais da obra do mineiro genial e passo, agora, a falar um pouco sobre estes três versos tão perturbadores, sobre este pequeno poema transcrito como epígrafe, que leva o título “Hipótese”. O que esta heresia brutal, na visão dos legalistas míopes, poderia acrescentar ao ser humano em geral e aos cristãos, mais especificamente? Muito, muito mesmo. Para começar, breves explanações artísticas. A arte, em especial, a grande arte, está acima dos julgamentos éticos, morais e religiosos. Para desgosto de muitos, a poesia não vai para o inferno; o Diabo não é pai do rock; as artes plásticas não precisam se converter. Quanto aos artistas, já é uma outra história, aliás, igual pra todo ser humano: tenha um encontro efetivo com Deus, se não quiser conhecer na pele o que é o genuíno aquecimento global. As artes servem para abstrair, servem para conduzir o ser humano ao questionamento, servem para desenvolver o senso crítico e o bom gosto. A boa literatura, como a produzida por Drummond, não deve ser lida apenas em suas linhas, mas também em suas entrelinhas, ou seja, naquilo que não ficou dito claramente, mas subentendido. Um bom poema suscita olhares diversos à nossa existência. Analisando os versos, do último ao primeiro, às avessas, só pra combinar com o poeta: o poema parte de uma constatação: as coisas deste mundo são tortas, erradas, canhestras. Dificilmente, algum ser humano mais esclarecido ou mais sofredor negaria tal caracterização. Mas qual a razão para tanta desordem? A pergunta dos dois versos traz a resposta: tem-se um Deus canhoto, desajeitado, desajustado, um gauche na vida, como diria o próprio Carlos num outro poema seu. Pois é, a culpa das desgraças deste mundo é de Deus, que não faz as coisas direito. Tem-se, portanto, um Deus que falhou na concepção, no projeto e na execução deste mundo tão lindo. Ora, estamos então diante da redenção máxima para os erros dos homens: a partir de agora, todas as nossas falhas, das mais banais às mais sérias, podem ser creditadas a Deus, que criou um homem absolutamente irresponsável na gestão de sua própria vida e, com poder nas mãos, mais irresponsável ainda na gestão de outras pessoas, corporações e Estado. De certa forma, tal avaliação é comumente vista pelo mundo afora, quando supostos intelectuais ou místicos apresentam ao público tão raso de idéias as seguintes perguntas: que Deus é este que permite tantas tragédias no mundo? Que Deus é este que não impediu nem impede as matanças de inocentes e de não-tão-inocentes? Que Deus é este que permite tantos governantes corruptos? Que Deus é este tão cego à injustiça e ao sofrimento de milhões? De certa forma, ilustre leitor, a resposta é simples, mas dolorida: é o mesmo Deus sistematicamente negado diariamente por, talvez, bilhões de pessoas. É o mesmo Deus que concedeu uma Terra absolutamente perfeita e harmônica ao homem, o qual, por sua vez, resolveu esculhambar com tudo. É o mesmo Deus, tão mal representado e tão deturpado por muitos que se intitulam Seus embaixadores aqui na Terra, amigos íntimos e sabedores de Sua vontade. É o mesmo Deus que enviou o Seu próprio filho justamente para salvar a humanidade e que foi pregado numa cruz, após um trajeto de dor, humilhação e de resignação forçada para que justamente aquelas mesmas pessoas que o mutilavam tivessem a chance de um livramento eterno. É o mesmo Deus que nos deixou os mais sublimes princípios de vida, para que pudéssemos justamente viver em paz, em alegria e em novidade de vida, e simplesmente os ignoramos em nosso cotidiano ou, ainda mais perversamente, o transformamos em pura religiosidade cega e burra. Aceito a hipótese de Drummond como uma provocação, como um convite à reflexão sobre nosso mundo, sobre nossa fé, sobre nossas condutas no cotidiano. E antes que qualquer verdugo da fé venha a condenar o poeta ou então dizer “ah, precisamos tomar cuidado com o que lemos ou assistimos”, que se relembrem algumas palavras do poema: “hipótese”, “se” e “talvez”. Também compreendo a carga pejorativa atribuída aos canhotos, tão comum em outros tempos – quantos canhotos foram punidos por escrever com a mão esquerda. Mas, ousando discordar de nosso grande Carlos, as coisas tortas deste mundo representam uma super-produção do homem, em parceria com os estúdios do inferno. Fábio Bettes, professor de Literatura, cristão e canhoto (fbettes@terra.com.br) |
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Artigo - Sobre o Artigo "Jesus, Amor, Etc."
Esta foi a carta que enviei ao colunista de esportes da Folha de S. Paulo, em relação à matéria publicada neste jornal no caderno de esportes de sábado (22/12/2007). Não posso me calar diante dos absurdos que ouvimos e lemos por aí, que indiretamente atentam contra a nossa fé e o nosso Deus.
Curitiba, 22 de dezembro de 2007.
José Geraldo Couto:
Li seu artigo publicado na Folha neste sábado (22/12/07), no caderno de esportes. Sem me prolongar muito nesta introdução, vamos ao que tenho a lhe dizer. Primeiro Não gosto, particularmente, desta mania que o ser humano tem de eleger para si ídolos, modelos de vida, de princípios e de mentalidade. Agora, infelizmente para uns, felizmente para outros, eles surgem ou, então, são criados. Kaká é o modelo em discussão; na sua opinião, um modelo superado, anacrônico e conservador. Por quê? Basicamente porque ele é diferente dos modelos, ou melhor, ou pior, dos lugares-comuns do meio futebolístico. Você ataca o “conservadorismo” de Kaká, mas você é quem demonstra o autêntico conservadorismo em relação ao modelo ideal de jogador, exemplo de virtude para os jovens: mulherengo, chegado a bebida, pitando um cigarrinho e de vida boêmia – cá entre nós, que coragem a sua em dizer tamanha besteira, hein? Repito que não aprecio esse papo de modelos. Kaká pode até ser uma opção careta a essa juventude, mas não uma opção ultrapassada, ou então ridícula, ou então pior do que os modelos citados por você. Segundo Kaká errou, sim, em sair defendendo o casal criminoso da Renascer, e você acertou em pontuar tal falha do melhor jogador do mundo. Agora, misturar tal fato com a questão da virgindade – uma opção dele e de sua esposa – não apresenta o mínimo cabimento lógico-argumentativo. Colocar Kaká como o ressuscitador do discurso Tradição, Família e Propriedade é apenas um mote seu para a escrita de sua crônica, usado de modo inadequado ao contexto. Mas aproveitando o seu mote, posso dizer que o seu texto, Zé, é que ilustra esse trinômio: a visão tradicional do futebol como coisa de malandro e para malandro; a familiaridade-conivência com os desvios de conduta ética e profissional; a propriedade com que se demonstram preconceitos e intolerâncias para com os terceiros ou diferentes. Terceiro O problema, Zé Geraldo, não é simplesmente o fato de você não aceitar Kaká como um bom modelo para os jovens. Você vai além: Kaká é mau exemplo, mas os “boleiros”, no sentido mais estrito e pejorativo do termo, são, de fato, os bons exemplos para a juventude. Que as mães das futuras Marias-Chuteiras prestem bastante atenção: exemplo não é o insípido Kaká, mas o sexy Vágner Love; que o Ministério da Saúde esteja atento: exemplo não é o careta Kaká, mas os imperadores e reis da noite, como Adriano ou Romário. Quarto Seu artigo premia justamente tudo aquilo que hoje nos foi mais prejudicial do que benéfico, tanto no meio futebolístico como em nossa vida em geral: a malandragem, a contravenção e a falta de seriedade. E não me venha dizer que somos os grandes vencedores do futebol por conta desse nosso “jeitinho”. Bem, nem preciso listar os inúmeros exemplos de derrotas ocasionadas por essas libertinagens, não? Você é um profissional nos assuntos da bola e um cidadão provavelmente indignado com tantas molecagens e safadezas de nossos políticos. Quinto Você acha a virgindade algo superado nos dias de hoje. Tudo bem, é a sua opinião. Mas veja a sua ingenuidade e leviandade ao abordar tal questão: o que se propõe como contraponto à virgindade: o sexo livre, casual, sem compromisso? A banalização do sexo, por acaso, é o modelo para ser seguido por essa juventude? Eu não acho. Bem, mas eu sou talvez mais um careta como o Kaká, na sua opinião. Agora, o Ministério da Saúde também não enxerga com tanta boa vontade essa banalização, pois tem de lidar com o subproduto disso a cada dia. Artigos como os seus passam, mas os índices absurdos de gravidez na adolescência vão se dilatando, bem como o número de infectados por doenças venéreas. Ah, vale também citar os problemas de ordem econômico-familiar gerados por um filho não planejado e, às vezes, nem desejado. Sexto Já passou da hora de pararmos de idealizar a malandragem, principalmente no meio esportivo. Esta visão, sim, é a coisa mais anacrônica que existe em tempos de alta perfomance, de contratos milionários e de público na casa dos bilhões. Aliás, Zé Geraldo, dentro deste contexto, Kaká é bom exemplo, sim, e muito melhor do que os preconizados ingenuamente por você – e os contratos publicitários deste jogador confirmam o que escrevo aqui. Sétimo Paro por aqui, pois minha resposta já é maior que seu texto, o que revela minha pouca habilidade com as palavras, mas também a minha indignação diante de julgamento tão raso promovido por você, não sobre Kaká, mas sobre as bandeiras que ele tremula. Fábio Bettes Professor de Literatura, autor de livros didáticos, paranista entristecido pelo recente rebaixamento, leitor da Folha de S. Paulo, casado com a Andréa, pai do Davi (5 meses) e da Laura (2 anos), que preferia ter como genro o careta Kaká ao pegador Vágner Love. |
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Pregação - Dependência de Deus
Introdução
* Sobre o títuloc * Deuteronômio 8: 5 – 18 Versículo 5 – Depender de Deus = aceitar a sua disciplina * Deus nos disciplina * Quem ama, disciplina; quem ama, educa. * O que se consegue sem disciplina? Muita coisa, resumida numa só palavra: problemas Versículo 6 – Depender de Deus = guardar os seus mandamentos * Guardar, reter = para usar, para andar * Só caminha na fé quem guarda os ensinamentos de Deus * Quando não se guardam os preceitos, nos perdemos nos caminhos * Quando não se guardam os preceitos, tomam-se caminhos errados * Temor a Deus = princípio da sabedoria Versículos 7 – 9 – Depender de Deus = ter todo o potencial * Nos desertos, caía do céu * Na terra prometida = possibilidades a serem trabalhadas * Trabalhar para colher as bênçãos Versículo 10 – Depender de Deus = ser grato a Ele * Gratidão: mercadoria em falta Versículos 11 – 14 – Depender de Deus = ter memória de quem Ele é e o que Ele já fez * Às vezes, as bênçãos geram ingratidão e autossuficiência * Fortuna = pode ser um Deus * A inversão total de prioridades e de perspectiva de vida * O cubo Versículo 15 – Depender de Deus = livramento do mal * Dos perigos * Das ilusões: os exemplos do mundo – mulheres, noitada, imagens Versículo 16 – Depender de Deus = no fim, faz bem * Provações: humilhar, nos provar, mas no fim, para nos fazer bem Versículos 17 – 18 – Depender de Deus = livrar-se da autossuficiência * Somos um instrumento nas mãos de Deus * Deus completa as obras de nossas mãos * Não se esquecer das coisas de Deus = caderninho de oração |
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Pregação - Deus se Faz Ouvir e Entender
Texto-base: Atos 2: 1 – 13
* “Todos estavam 1 concordemente e 2 no mesmo lugar”. * Nosso Deus se manifesta poderosamente, pra quem o aguarda, o espera. * Você já viu o poder de Deus? * E Deus lhes deu outras línguas: 1. Falavam segundo orientação do Espírito Santo; 2. Falavam para demonstrar o poder de Deus; 3.Eram compreendidos pelo povo. * A mensagem de Deus é para todos. * Deus fala a sua linguagem. * Qual é a nossa linguagem? * A quem nós falaremos? * Buscar as palavras do alto, na linguagem que Deus tem para nós, para atender ao nosso público. * Mas sempre há os que não querem enxergar, ouvir ou entender. |
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Pregação - Hebron - um monte, uma cidade, uma igreja
Introdução
- A Bíblia não é pretexto: é o principal - Quem somos nós: de onde viemos, o que fazemos e para onde vamos - Uma visão bíblica sobre nós - Deus nos deu um nome ou uma placa? Contextualização * O monte: refúgio e proteção - Difícil de chegar, mas uma vez lá, maior proteção * A cidade: 29 – 35 km ao sul de Jerusalém (Gênesis 13:18) - Uma cidade elevada - Cidade e monte: uma coisa só * A igreja - Em Curitiba, no centro, num prédio - E por onde andarmos - A partir de agora, cidade, monte e igreja: uma coisa só As principais referências a Hebron * Residência predileta de Abraão (Gn. 13:18) – lá fincou as suas raízes (antepassados enterrados), lá estava a identidade de um patriarca bíblico * Conquistada por Josué (Josué 11: 21 – 23) – luta, esforços renúncia, sofrimento, coragem. Mas uma terra que dava frutos muito saborosos. * Dada a Calebe – a recompensa pelo esforço, perseverança e obediência * Reconciliação das 12 tribos de Israel e Davi ungido rei (II Samuel 5) * A Cidade-Refúgio, a cidade do exílio Quem somos nós? O que significa Hebron para nós? * Aqui estão fincadas as nossas raízes? * Aqui encontramos nossa identidade? Você se identifica com esta igreja? * É parte de nossa conquista, fruto de luta, esforços, renúncia, sofrimento, coragem? * Uma terra que dá frutos? * Recompensa de Deus para nós? * Lugar de reconciliação e unção? * Lugar de refúgio? O que isto significa? Quem não precisa de um refúgio? A Cidade-Refúgio: a cidade do exílio * Leitura do texto de Josué 20 * Para quem cometeu erros involuntários – Erros graves, mas involuntários * Para quem fez escolhas erradas na vida – quer por fatalidade, quer por irresponsabilidade * Não era um lugar de condenação – pois quem estava ali sabia de sua condição - Você sabe qual é a sua condição? * Não era um local de clandestinidade * Acolhia os pecadores, mas não era a cidadela do pecado * É o local de restauração * É local do livramento * É o local de um começar de novo Conclusão * Aqui é o seu lugar? Você que decida, à luz do Senhor * Ou se purifica, ou ficará sempre imundo, ou sempre ficará sujeito a tantas coisas * Uma vez aqui e uma vez nos caminhos do Senhor: Tão-somente tende cuidado de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, o servo do SENHOR, vos mandou: que ameis ao SENHOR, vosso Deus, e andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais com todo o vosso coração e com toda a vossa alma. |
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Pregação - Igreja Filadélfia
Texto-base: II Coríntios 4: 1 – 7
V. 1
* Qual era o ministério de Paulo?
* Qual é o seu ministério? * O que Deus nos dá é fruto de sua misericórdia. * Não desfaleça, não desanime, não desista. V. 2 * A rejeição das nossas falsas motivações. * Pregando o evangelho sem as manipulações. * Que nossas consciências estejam diante de Deus. * Que Deus purifique as nossas intenções para que possamos pregar e viver o evangelho da verdade. * Abaixo a hipocrisia, abaixo a dissimulação. V. 3 – 4 * O que é capaz de encobrir o evangelho de Cristo? * Evangelho encoberto não cura cegueira. * Satanás tem o domínio deste mundo e tem uma natureza homicida e estripadora. * A luz, para ser vista, tem de estar descoberta. * “Ah, mas eu falo e eles não me escutam; eu falo e não acontece nada”. V. 5 – 6 * Não pregar as nossas verdades. * Pregar um Deus, que deve ser ilustrado pelas nossas vidas. * Construir um relacionamento com Deus. * O que se vê num relacionamento efetivo e compromissado? * Nossa vida: das trevas, surge a luz. V. 7 * Um grande tesouro em vasos de barro. * Deus nos chama para uma vida de humildade. * Deus nos chama para uma vida de mansidão. * O chavão: “Deus não divide Sua glória com ninguém”. * O poder pertence a Deus. CONCLUINDO * O que vi hoje que, de fato, se aplica à minha vida? * O que há em minha vida que se choca com tais princípios? * Não desanime. |
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Pregação - Comunidade Pão da Vida
Texto-base – Lucas 24:13 – 32
V. 13
* 2 discípulos conversando sobre o ocorrido – o martírio de Cristo. * Ressurreição anunciada, mas não deram crédito (coisa de mulher). * Voltando pra sua aldeinha; 60 estádios = 11 km. V. 14 * E a conversa vai: quais eram as suas indagações? O que deu errado? Será que não entraram numa furada? * Diante das tragédias, questionamos tudo mesmo, mas é por isso que elas existem. V. 15 * Jesus se aproximou e caminhou com eles, mas eles não sabiam disso. * Você, por acaso, sabe que Deus caminha às vezes do seu lado e você não o vê? V. 16 * Olhos impedidos de reconhecer o Deus vivo. * O que cegava os discípulos? O que cega você? V. 17 * Jesus pergunta: o que é vocês têm? O que você tem? * Por que tanta tristeza? Porque tudo era triste mesmo. * Mas a história não terminaria ali. * Salmo 30: 1 – 5. V. 18 * O relato de Cleopas: “oh cabeção, não sabe do que aconteceu?” V. 19 – 20 * Jesus pergunta novamente: “o que mesmo?” * A resposta dos discípulos: reconhecimento da divindade de Cristo, mas a humanidade deles não permitia ver a conseqüência prática de tudo. * Diante dos problemas: o que eu tenho mesmo? V. 21 * Frustrados. Não aconteceu o que imaginavam. * Depois de três dias, o esmorecimento. V. 22 – 24 * Não acreditaram nas evidências da ressurreição. V. 25 – 26 * Quem é o cabeção mesmo? V. 27 * A citação da palavra. V. 28 – 29 * Passam a noite juntos. V. 30 – 31 * O pão e as olhos se abrem. V. 32 * Não ardia o nosso coração? CONCLUINDO * O que vi hoje que, de fato, se aplica à minha vida? * Não desanime. |
